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postado por Hellz. em 20 julho 2017

We've become so numb now, Chester B.

Eu tinha 12 anos quando meu pai me deu um dvd virgem e disse que eu poderia escolher qualquer show em mídia disponível na casa do meu tio pra que meu primo fizesse aquele velho piratão pra mim. A escolha foi fácil: Eu voltei com o "Linkin Park Live In Texas" pra casa. Eu tenho esse mesmo dvd gravado até hoje como um souvenir do passado, já que eu assisti cerca de 384783283 vezes e os arranhões não permitem mais que o aparelho reconheça.

Eu tinha 13 anos quando mudei de escola e demorei bastante tempo pra me encaixar no novo ambiente (como sempre todo mundo me achava mei estranha Q). Mas daí veio a música e ela me fez encontrar uma nova amiga de maneira inesperada. A Jennifer era super fã do Mike Shinoda e eu do Chester Bennington. Foi assim que eu consegui uma amizade que me fez aguentar aquele ano numa cidade diferente da minha, além de termos sido protagonistas dos áudios mais bizarros gravados no computador, de nós duas cantando desajeitadamente as canções do Linkin Park.

Eu tinha 15 anos quando tive um sonho estranho pra caramba, que resultou num amor platônico mais estranho ainda. Nesse tal sonho eu era ~noiva~ do Chester Bennington e a sensação toda foi muito legal, resumindo a história. Foi a partir daí que eu notei que o meu professor de Português do Ensino Médio era parecidíssimo com o Chester e fiquei bizarramente apaixonadinha por ele. Minhas amigas riam muito da minha cara, mas eu achava o máximo.

Ainda aos 15 anos, o meu álbum preferido em todo o mundo era o "Minutes do Midnight", lançado em 2007 e toda a magia estava no fato de que as músicas pareciam falar por mim e todo o caos adolescente o qual eu passava. Entupi o meu mp3 com todas as faixas e ouvia até dormir, decorando todas as letras com louvor.

Aos 18, a letra de "Valentine's Day" virou o meu protesto oficial contra as fofurices de dia dos namorados postadas na timeline do facebook. Todos os anos eu compartilhava a mesma música religiosamente.

Aos 21, arrumei o meu primeiro emprego e pude realizar o sonho de comprar alguns dos meus cds preferidos pra pôr na coleção de mídias que eu cultivava há alguns anos. Minutes do Midnight e Living Things estavam no meio.

Aos 24, eu era a única no meu transporte pra faculdade que vibrava quando o motorista deixava de lado as músicas do Safadão e baixava a vibe roqueira escolhendo "Numb", "Faint", "Pushing Me Away" e "Castle Of Glass" como trilha sonora da noite. Todo mundo olhava torto enquanto eu cantava loucamente. "Castle of Glass" foi eleita uma das minhas preferidas da época devido à identificação, sempre recorrente, e da expressão do mesmo caos adolescente que ainda não me abandonou.

Aos 25, fui pega de surpresa na tarde do dia vinte de julho ao saber da morte do Chester Bennington. Inesperado, mas não impossível. Ele não teve uma vida emocionalmente fácil, mas nunca deixou de ser brilhante.

Não há religião ou quaisquer regras pré-estabelecidas socialmente que nos permitam julgar o que leva um ser à jogar a toalha e desistir da própria vida. Parcialmente compreendo as razões, embora discorde. A estabilidade emocional e psicológica não é fácil, minha gente, é quase como atingir o nirvana, sério. Todos nós nascemos com demônios particulares (uns mais, outros menos) e a grande corrida contra o tempo é driblar eles através dos anos. Na maioria das vezes a gente consegue até tirar força disso, mas há quem simplesmente encha o saco e diga: "Ok. Levem o troféu pra casa. Cansei de vocês". Discordo e não apoio a despedida prematura, mas digamos que eu mais ou menos consiga entender o retrato da situação (e, pra pessoa deprimida, ele é muito mais obscuro, caótico e complicado do que realmente é).


Agora, além de lamentar imensamente a decisão e partida do Chester, eu só tenho a dizer: Espero que ele enfim encontre a paz que não conseguiu ter em vida. 

Definitivamente, o mundo perdeu um pouco mais do brilho hoje.










postado por Hellz. em 14 julho 2017

Playlist: Partying with Hellz!


YAAAAS! HOJE É DIA DE PLAYLIST!

Sendo sincerona, toda a inspiração pra esse post veio da vontade SURREAL E ENLOUQUECEDORA que eu me encontro há MESES de bater muito cabelo numa festinha legal e voltar a ser, ao menos por um dia, da rainha da vodka. 

Como variáveis decisivas (que incluem dinheiro, dinheiro, dinheiro e mais dinheiro) estão me impedindo de realizar os desejos mais profundos do meu coração (e do meu corpinho, lógico), presenteio vocês com uma play com o selo de qualidade da Hellz pra sua festinha supimpona (aproveitem muito por mim, oks? Esse é o nosso combinado!).

Tem música nova, música não tão nova assim e muita coisa boa pra você requebrar a noite inteira (POR MIIIIM, LEMBRE-SE!). Toma aí!


David Guetta - Hey Mama (feat. Nicki Minaj, Afrojack e Bebe Rexha)
Pitbull - Timber (feat. Ke$ha)
Lady GaGa - Telephone (feat. Beyoncé)
Rihanna - S&M
Fergie - MILF
Iggy Azalea - Switch (feat. Anitta)
BeBe Rexha - I Got You
Jennifer Lopez - Booty (feat. Iggy Azalea)
Beyoncé - Yoncé
Ellie Goulding - Burn
Shakira - Chantaje (feat. Maluma)
Selena Gomez - Come & Get It
Demi Lovato - Really Don't Care
Tove Lo - Cool Girl
Charlie XCX - Break The Rules
Icona Pop - F U
Dua Lipa - Blow Your Mind (Mwah)
Rudimental - Deep In The Valley
Calvin Harris - Outside (feat. Ellie Goulding)
Kiesza - Hideaway
Justin Bieber - Sorry
Ariana Grande - Side to Side (feat. Nicki Minaj)
Little Mix - Salute





postado por Hellz. em 09 julho 2017

Quer a real? O seu follow interesseiro no instagram é chato pra caramba


Abrir o aplicativo do instagram. Logar. Notificação de 5 novos seguidores. YEY! Você fica todo felizão e já segue ozamigo novo, dá uns likes marotos em fotos que chamaram atenção e fica contente porque aquela pessoa deve ter te achado legal em algum nível, afinal... te seguiu, né?

Só que não. Você é apenas uma peça do xadrez que o amigo novo non muy amigo executa pra ficar pop na rede e, um dia, tentar dominar o mundo sendo famosão. Ele te seguiu, mas vai parar de te seguir assim que ver que você seguiu de volta, como se seu feed fosse descartável e só o bonitão da vez tivesse algo a oferecer...

MAS ELES NÃO CONTAVAM COM A NOSSA ASTÚCIA!


Existem buuuuitos aplicativos que podem denunciar o chato egocêntrico de plantão, mas o espertinho subestima nossa capacidade de perceber a maracutaia online que o indivíduo trama contra nós e, ainda, esquece de algo principal: Quem dá follow, também dá unfollow. Regra simples. O que sobe, desce. Bota casaco, tira casaco. ENFIM. A gente percebe o seu follow cheio de segundas intenções e não ficamos NADA felizes com isso, viu?




Embora eu não entenda muito bem porque viralizou esse método duvidoso de deixar o insta lotadaço e dar a impressão de que você é bastante admirado, muito acontece e, particularmente, euzinha não sou muito a favor não (falei mesmo, desculpa aí se você é adepto HAHAHA). Pensa comigo: Né muito mais legal criar conexões reais, mesmo que com desconhecidos, gente? MAZÉCLARO QUE É! Um suporte mútuo e todo mundo sai feliz, cresce junto e pode ser surpreendentemente agregador a interação espontânea.

Quando se fica nesse ritmo frenético de segue/para de seguir, a mensagem acaba chegando do outro lado meio deturpada. Aquele que tá tentando espalhar a imagem e ideias pelo insta nesse segue/não-segue loko acaba parecendo desinteressante. O amiguinho se sente um tanto quanto usado, traído e não te achar legalzão não, hein. O retrato acaba ficando feio, migs, e você vai sim parecer um chato de galocha (mesmo que cheio de fotos lindas e ideias legais, mas ainda assim um chatonildo de carteirinha).

Se o segredo do sucesso nessa blogosfera do amor é a sinceridade, dedicação e proximidade com quem te acompanha, o unfollow meio que tira um pouquinho a magia dessa tríade, sabe?

Mas é aquele negócio né, mores: Essa é apenas uma visão pessoal e você pode/deve/e está totalmente liberado a discordar de mim ou, quem sabe, se juntar ao meu clubinho. Todos são bem vindos.


Mas me diz aí: O que você acha do assunto?








postado por Hellz. em 03 julho 2017

Queimando meu filme: três coreografias aprendidas na infância que sei até hoje


Você acha que eu já consegui decorar passo a passo a coreografia de Single Ladies da Beyoncé ou Bang da Anitta? Realmente acredita que dentro desta cachola há uma vasta gama de coreôs pop pra bater cabelo quando a diva da vez canta? NANANINANÃO. Mas quando eu era criança eu dançava TUDO QUE TOCASSE NAS FESTINHA e sabia milimetricamente me mover de acordo com o artista em questão.

Lógico que o meu cérebro poderia compreender que os anos passaram, dar um restart mental e esquecer as coreografias velhotas que não servem mais pra nada pra dar espaço às novas, certo? Mas claro que não! As dancinhas queima-filme ainda estão aqui, vivíssimas e inteirinhas como se eu as tivesse aprendido ontem. 

Como queimar o meu filme é o que eu faço de melhor neste BatCanal o qual vos falo, vamo compartilhar logo esse negócio, né? HAHAHAH VAMO!


KELLY KEY - CACHORRINHO

Vocês lembram quando a gente tava só começando os anos 2000, o Latino ainda não era rei das paródias de hits famosos e tentava criar pra nós uma Britney Spears brasileira? Pois é, foi nesse tempo que a Kelly Key entrou em nossas vidas com músicas chicletes que você não consegue esquecer nem que perca a memória inteira. Faziam sentido? Nem um pouco. Mas com 10 anos nem nós mesmos fazemos sentido nesse mundo HAHAHAHA

Coreô da vez: "VEM AQUI QUE AGORA EU TÔ MANDANDO, VEM MEU CACHORRINHO A SUA DONA TÁ CHAMANDO" 

Fiquem à vontade pra aprender aqui:



ROUGE - RAGATANGA

Sim, eu era fã do Rouge, sonhava em participar do Popstar um dia e virar famosona da noite pro dia, me julguem. Também comprei o cd com capa de glitter e cheiro de chiclete. Não o bastante, eu queria ser a Luciana e cortava o cabelo sempre que ela cortava também HAHAHAHA AI SEM OR! O fato é que não sei o que raios consta nessa coreografia, mas ela é viciante e eu dançaria até hoje, beijinhos.

Coreô da vez: "OLHA LÁ QUEM VEM VIRANDO A ESQUINA, VEM DIEGO, COM TODA ALEGRIA FESTEJANDO..."

Aprendendo:


É O TCHAN - SEGURA O TCHAN

MAZÉCLARO QUE TODA A SALIÊNCIA DOS ANOS 90 NÃO PODERIA SER ESQUECIDA! E eu não fui uma criança diferente das demais da época: Eu sabia sim toda a coreografia pra dançar até o chão e arrasar muito. Se a gente entendia quem era esse Tchan e você precisava ser segurado? De jeito nenhum, mas estávamos aí tentando prender o bicho mesmo assim! HAHAHAHAH (Para ler: Músicas estranhas dos anos 90).

Coreô da vez: "SEGURA O TCHAN, AMARRA O TCHAN, SEGURA O TCHAN, TCHAN, TCHAN, TCHAN, TCHAN"

Quero ver geral dançando com o vídeo:

Pronto *bate a claquete*. Filme da Hellz queimado com sucesso por hoje!



postado por Hellz. em 29 junho 2017

SOCORRO! Foi aberta a temporada de cancelamentos desenfreados da netflix.

Apesar de eu não ter chegado lá ainda, acompanhei recentemente o desespero catastrófico de uma amiga quando a Netflix resolveu dar a notícia de que a série dona da maior suruba à distância já presenciada  Sense 8 tinha sido descaradamente cancelada pela produtora. Os motivos alegados se resumem basicamente à grana: Produzir algo em diversos países e levar a galera toda tava saindo bem caro e o Sr. Netflix (não sei o nome do dono, sorry HAHAHA) simplesmente bateu o pé e decidiu parar de fazer novos episódios. Eu, que tinha agradecido em silêncio e feito uma oração por nunca ter começado a assistir Sense 8, não sabia do que estava por vir.

Durante essa semana, de boas pelas redes da vida num surfe tranquilão, eu soube da notícia de algo que me fez cair da prancha e tomar um caldo daqueles. Girlboss, série relativamente nova - lançada em abril desse ano - e que só teve uma mísera temporada, também foi cancelada sem dó nem piedade. Não satisfeito, The Get Down (que grazadeus eu nunca comecei a assistir) também foi no bolo. 

MA PERAÊ, TIO NETFLIX. O SENHOR TÁ ESQUECENDO DE TOMAR OS REMÉDIO, É? 

Como se já não fosse o bastante, um dos Big Boss da empresa ainda afirmou que, por ele, "muitas outras séries seriam canceladas pra dar espaço pra novas histórias". Ou seja, mais estado de alerta. Pra que raios eu vou consumir as séries da própria plataforma se me apegar a elas é perigoso e elas podem, simplesmente, fazer PUFFF e desaparecer quando eles baterem o martelo?

Apesar de, sim, eu concordar que a Netflix trouxe uma revolução tecnológica junto com ela (dando mais visibilidade ainda pros smartphones, smarttvs e o cacete a quatro) e de fazer produções originais boas pra caramba, o marketing dos caras não tá sabendo lidar com quem sustenta aquela bagaça: A GENTE! 

Nós que amamos, nos casamos, nos relacionamos com o streaming online e criamos todo um estilo de vida em torno dessa belezinha. GALERA DA NETFLIX, Nós não temos psicológico pra o apego e desapego cinematográfico, ok? Vocês não podem simplesmente nos levar pra sair num encontro romântico e nunca mais aparecer e nem ligar no outro dia. O espectador quer continuidade! Mesmo que a série seja subestimada, pouco aclamada pela crítica, renda poucos dinheiros... Acreditem! Ao menos um serzinho nesse mundão vai se sentir machucado com os cancelamentos desenfreados de vocês.

Minhas sugestões são: Ou vocês ministram os remédio do Seu Netflix direitinho e fazem ele ficar menos gagá, ou simplesmente pensem 50 vezes antes de produzir, gravar e lançar algo online. 

NOSSO PSICOLÓGICO MACHUCADO AGRADECE.


postado por Hellz. em 26 junho 2017

A geração que prefere lotar a memória do celular (ao invés de transbordar o coração de memória)


Eu percebo que, com o passar do tempo, a senhora minha mãe passa a ser mais educada por mim do que o contrário (o que é bem bizarro, vamo combinar HAHAHAH).


Exemplo disso é que... Em dia desses em que eu cedo, faço a linha filha legalzona e acompanho minha mãe à eventos de gosto duvidoso (mas que ela curte, afinal) e ainda pago de segurança dela (já que eu tenho alguns muitos cm a mais perto da tampinha HAHAHAH), ela me solta a seguinte frase: "Todo mundo tá fazendo vídeo no celular. Eu quero também". Nessa inversão de papeis muito loka, eu respondi um "você não é todo mundo" e fiz ela seguir o baile. Depois, pra não fazer a chata estraga-prazeres dos momentos de êxtase alheios, eu soltei a moral da historia ao fim da noite. E essa moral eu creio que preciso compartilhar com você. Ela entendeu. Espero que você também entenda.

Quantas vezes você se pegou querendo sair de casa só pra ter foto nova pro instagram? (Culpada, viu. Eu já fiz isso). E aquelas vezes em que, você foi a uma viagem pra um lugar lindo, mas mesmo que você force seu cérebro até virar mingau você não consegue ter muitas lembranças fotográficas ou sensações daquele dia. Em compensação, a memória do celular ficou entupida de imagens registrando o momento. Percebe que a gente, erroneamente, prefere mais tirar fotos/filmar do que realmente deixar a vista entrar pelos olhos, cérebro e coração?

Não é que eu seja uma guru sábia e dona da verdade, mas digo essas palavras com base na experiência própria da tentativa e erro. De ir pra um show zuper legal que eu muito queria ir e não lembrar de quase nada, porque eu tava mais preocupada em checar o visor do celular pra ver se a gravação tava de boas. Depois eu voltava pra casa e percebia que não valia a pena, ao menos pra euzinha, aproveitar daquele jeito, saca?

Ok, vamo tirar uma fotinho ou duas (ou três ou dez, se achar necessário), fazer uns videozinhos pra guardar de lembrança e compartilhar com a galere, mas as sensações e as imagens que você guardar na cabeça são experiências únicas e ninguém NUNQUINHA vai tirar de você.

"Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir".



postado por Hellz. em 20 junho 2017

A comemoração diferentona do Nenhum de Nós: A obra inteira de uma vida


Como pude constatar no post que fiz ano passado sobre o livro Bruto do Theddy Correa, a maioria da galera que frequenta o BHZ não conhece a banda Nenhum de Nós. Infelizmente né, gente (rock gaúcho é puro amorzinho, vão por mim <3). MAS SEMPRE É TEMPO DE CONHECER, NÃO É MEEEEEXMO? HAHAHA. Assim, utilizando minhas técnicas de persuasão *cof cof* e o livro lindão que a Editora mais linda desse BR me enviou (Belas Letras, já declarei meu amor por vocês hoje?) vamos lá a dica musical do dia, YEY! (aliás, musical e literária. Somos dessas Q).

MAS QUEM SÃO VOCÊS, AFINAL?
De três garotos que fizeram amizade nos tempos de escola à um quinteto que soma os três fundadores originais à mais dois caras que só vieram agregar musicalidade: Esta é a banda Nenhum de Nós, que faz um rock gaúcho legalzão e veio da mesma safra dos Engenheiros do Hawaii lá na década de 80.

Com trinta anos de carreira, você pensa que os caras tão fazendo igual todo mundo e lançando remixes ou coletânea de sucessos? NANANINANÃO. Eles decidiram foi por a mão na massa e criar material exclusivo como comemoração. Diz aí: Quantos artistas tu já viu que comemoraram em grande estilo dessa maneira? Se me recordo, bem poucos, hm?

É engraçado a gente parar pra pensar a observar como esse BR é um mix de influências que se unem, dividem, multiplicam e se renovam a cada geração. O Nenhum de Nós deixa claro suas influências gaúchas com uma pontinha de melancolia britânica inspirada no The Smiths e explicam como não é fácil crescer como artista em qualquer lugar do mundo. Além de causos engraçados e coisas não tão felizes assim, essa é a verdade dos músicos que é registrada e copilada pelo autor Marcelo Ferla no livro "A Obra Inteira de uma vida".

Com escrita fluida que faz com que a gente se teletransporte à casas de shows grandes e pequenas do Sul brasileiro, o livro é um balde cheio de memórias aos fãs. E se você não é fã, a biografia se torna tão gostosa ainda de ler, afinal... histórias de superação estão aí pra gente aprender, né não?

Como sempre, a diagramação tá maravilhosa e o conteúdo não se restringe à apenas letras num papel: Diversos momentos são ilustrados com fotos originais da época, o que faz tudo ser bem mais verídico na nossa cabeça, criando imagens mentais dos relatos à medida que são lidos.


Se conhece a banda, vale a pena a leitura. Se não, vale a pena também a "escutada".